Nunca tive muito interesse em ouvir Titãs, logo, quando comentam algo como "Arnaldo Antunes, ex Titãs" isso não parece fazer muito sentido pra mim. Já gostava de várias músicas como O Silêncio, Desce, Fora de Si, O Pulso entre outras. Mas o primeiro disco de Arnaldo que comprei, foi "Saiba" em 2004. Então possso dizer que o descobri tardiamente. Depois disso é que fui ouvir outros álbuns como Ninguém, Silêncio, O Corpo e Paradeiro.Em 2006, com o lançamento de Qualquer, Arnaldo reafirma sua música menos rock e cada vez melhor. É verdade que ouvindo seu mais recente trabalho, o canto parece um tanto repetitivo, mas ao vivo, ganha vida em nuances graves e minimalistas.
No show em cartaz no Teatro FECAP, São Paulo, Arnaldo soube dosar o repertório do novo disco, com músicas de outros álbuns, numa formação basicamente de violão, guitarra e teclados. O excelente resultado verteu-se em um folk brasileiro psicodélico entrecortado por arcordeon, canto a capela e alguns sons distorcidos do teclado. Houve até momento bossa nova, com devida adapatação, trocando o termo "bossa nova" por "rock and roll" na música Desafinado, além de Exagerado e Lua Vermelha (que já foi gravada, de forma sensacional por Maria Bethânia no disco Âmbar). Um show imperdível que estará em cartaz até o próximo fim de semana.
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