Cheguei no Aeroporto Jorge Newbery (AEP) por volta de 22h. Depois de ser deixado no hotel por um taxista que se referia a Cristina Kitchiner como "la putana", fui comer um lanche no Krakow que fica na rua do hotel onde estou hospedado. O bar é bacana, possui diversos tipos de cervejas, drinks exóticos, bons lanches e bom preço: com pouco mais de $ 60,00 (sessenta pesos), duas pessoas podem comer um bom lanche ou porção e beber boa cerveja. O clima é amistoso, público variado, há pessoas jogando nas mesas e vez ou outra ouve-se o barulho de blocos do Jenga caindo no chão. Eu incluiria o Krakow no meu roteiro das próximas noites se lá tivesse garçons mais simpáticos e um cuidado maior com a música (a trilha sonora é executada pelo barman, no winamp de num netbook).
| Krakow: para comer, beber e jogar |
"Lá pode tudo". Foi assim que um amigo definiu o clube Amerika. Mas o que será que ele quis dizer com "pode tudo"? Localizado no bairro Almagro em Buenos Aires o Amerika é uma das baladas gay mais tradicionais da cidade. Foi lá que tomei conhecimento de ter recebido minha primeira nota falsa de peso: logo na entrada do clube, o rapaz do caixa recusou uma nota de $ 20,00 alegando ser falsa (e era de fato, recebi de um taxista "simpático" sem perceber).
No Amerika, a noite de sexta para sábado, custa $ 70,00 e o bar funciona no esquema "canilla libre", ideal para quem gosta de beber à vontade sem preocupar-se com comanda, embora lá pelas 5 da manhã já se tem dificuldade de encontrar cerveja (dizem que a festa não acaba antes das 7). A cerveja, aliás, distribuída em copos descartáveis, foi minha única bebida da noite (optei por não me aventurar em outros drinks).
Eu costumo dizer que a música define o lugar e no Amerika não é diferente. O clube toca latin house (mas esqueça a sofisticação da turma da Cadenza Records). O som é uma espécie de lambada eletrônica e pode rolar até mesmo Ivete Sangalo ou Xuxa - esta, em espanhol, claro.
Imagine pessoas que cantam e dançam felizes, saltitantes. Pode ser bailando sozinhas, mas também casais improvisando passos (eu devia ser adolescente quando fui na útlima balada em que as pessoas dançavam em par). E se no Amerika pode tudo, pode homem dançando com mulher, homem com homem, mulher com mulher, travesti com ambos e todas as demais combinações possíveis são aceitas. E a coisa toda se dá de verdade na pista principal que conta com palco e shows de drags. Tem uma pistinha no piso de cima tocando house, variando tech e progressive em meio ao set de tribal. As demais áreas da casa, como aquela onde pode tudo mesmo, nem fui.
| ¡Hola! ¿Qué Tal? Yo soy La Barbi! |
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